que ela não se sentia assim,
vazia.
fazia um tempo que o desespero não batia à porta,
que a calma não saía discretamente pela porta dos fundos,
sendo notada sua falta apenas quando as lágrimas entraram em cena.
e como entraram.
nada discretas,tomaram conta dela,fazendo o peito arder,querendo ter por perto qualquer coisa familiar,qualquer coisa que pudesse fazer ela se sentir segura.
não achou.
era só ela,em um quarto silencioso e vazio.
talvez tivesse sido o tempo,
talvez o vento trouxe com ele tudo aquilo que ela tinha escondido dentro de si,preso.
talvez fosse uma rachadura naquela casca de gente forte,
talvez o medo de não ser forte o suficiente.
tudo a fez pensar.
então se viu parada,
no silencio mais alto que já que esteve.

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